Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM GUEDALA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Cinema e Dança



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Palavra de Mulher, por Gi Brandão
 


Comédias Românticas

 

Podem falar o que quiser: que são  água com açúcar, que são coisas de adolescentes, de mulher sonhadora ... O fato é que assistir à uma boa comédia romântica é um programão. Eu particularmente saio leve, acreditando no amor rsrsrs.

Pois é, ontem fui assistir Ele Não Está Tão A Fim de Você, fui com uma amiga, que assistou pela segunda vez. Detalhe: ela tinha assistido no dia anterior ... coisa de mulher rs. Bom, o fato é que essa comédia romântica chamou minha atenção porque ela é mais que uma tentativa de espécie de manual para entender o homens (até mesmo porque isso não é possível, melhor desistir rs). O filme é bem humorado na medida certa sobre os relacionamentos amorosos de diversos personagens. Simpático e romântico. Até os homens vão gostar. Homens também fazem papel de ridículo muitas vezes rs.

Por mais que seja uma comédia romantica, o filme traz uma leve reflexão sobre os relacionamentos amorosos contemporâneos. Impossível não se perceber em alguns momentos. Impossível não ficar um pouquinho reflexiva, mas sem ser  pesado.

O filme trata do vaivém de relacionamentos amorosos de 3 amigas de trabalho e daí tem de tudo: traição, romance, desencontros, namoro pela internet. Ben AAffleck, lindo como sempre está ainda mais charmoso no papel de Neil, que vive há 7 anos um relacionamento estável com Beth, a linda Jenniffer Aniston mas não quer saber de casamento. Tem o simplesmente maravilhoooooooooooso Bradley Cooper (como ele é lindo!), que faz o papel de Ben, marido fiel de Janine até o sjurgimento da "sensualíssima" Anna, uma professora de ioga interpretada por Scarlett Johansson e o casal fofo Gigi e Alex, o relacionamento dos dois vai se construindo ao longo do filme ... inspirador!!!

Agora estou aqui, escrevendo para vocês e mexendo no meu acervo pessoal de comédias românticas: Casamento Grego, Como perder um homem em dez dias, Mensagem para Você ...

Beijo

Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 13h11
[] [envie esta mensagem
] []





A Fada Sininho

Minha pequena adora a fada sininho. Ela assiste ao DVD da história do Peter Pan De volta à Terra do Nunca e Tinker Bell - uma aventura no mundo das fadas,  inúmeras vezes. A peça de teatro que mais marcou minha filha até hoje foi Peter Pan. A luz que corria sobre nós representando Sininho simplesmente a deixou maravilhada.

Além dos DVDs, ela tem a fantasia, com direito a asinha e tudo! É impressionante a carinha de felicidade e satisfação dela quando está vestida na fantasia. Ela fica um encanto e eu encantada. O que é curioso é que a Fada Sininho tem um jeito briguento e uma maneira divertida de demonstrar amor, que se parece um pouco com o jeitão da minha pequena ...

Lindo mesmo foi a minha pequena me perguntando se eu acreditava em fadas. Respondi que sim, que as fadas são seres imaginários que nos ajudam quando precisamos de algo. Minha pequena respondeu: "que bom mamãe que você acredita em fadas,  porque assim você é boazinha e salva uma fada... " "Todo mundo tem que acreditar na fadinha mamãe" senão as fadas morrem. Questionei o que era morrer e ela me disse que é sumir e se a fada sininho sumir ela ficaria muito triste.

Pois é... as crianças possuem uma capacidade incrível para a fé nas pessoas e nas coisas que não podem ser vistas. Esse cultivo à imaginação permite que o mundo seja visto sob diferentes perspectivas, introduz o conceito de fé, explica o inexplicável. A fada parece ser  a representação da esperança. É encantador.

É por isso que eu acho que ser mãe é a melhor coisa do mundo. Dá trabalho, exige dedicação, doação, tempo, dinheiro... Mas nos dá a oportunidade de reaprender, resgatar, reviver situações e renovar sentimentos de esperança, fé e amor.

Um beijo, Fada Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 14h33
[] [envie esta mensagem
] []





Estar só, ser só, escolhas

Estar só: escolha, destino, acaso ...

 

Sei que devemos sempre ouvir o nosso interior mas, às vezes uma frase, mesmo que boba ou sem intenção,  vinda de algum amigo, pai, mãe, irmão, é capaz de mexer com a gente e nos fazer refletir.

 

Dia desses,  meu terapeuta caiu na besteira de dizer que acha que eu vou casar de novo. Ele se arrependeu porque ele não tem que achar nada afinal é terapeuta, não vidente rs, mas, em todo caso, eu fiquei pensando: se ele falou isso é porque despertei de alguma forma essa percepção nele e talvez valesse a pena eu tentar responder, não para ele mas para mim mesma.

 

Como vocês sabem, estou vivendo só desde a minha separação e confesso que oscilo muito no que é realmente o meu ideal de vida afetiva. Ora penso em ter um homem ao meu lado para somar, compartilhar, ter filhos, etc, ora acho que preciso aprender que a minha alegria depende apenas de mim mesma, que não preciso de outra pessoa ao meu lado, que posso desfrutar da vida de solteira...

 

Li uma frase que me confortou um pouco: “Quem não é capaz de ser só não é capaz de escolher. Quem é capaz de escolher, raramente escolhe ser só”.

 

Pois é, felicidade é a capacidade de escolha que temos. Acho que o que importa é aprender a estar só, não a ser só e assim poderemos amar e sermos amados também.

 

Muitas vezes me sinto confusa  pois falo o que penso e ajo conforme o que sinto. Quando não sei o que estou sentindo, falo uma coisa e faço outra!!!

 

O que eu sei é que tenho uma filha linda, um trabalho que estou adorando, família companheira e amorosa e muitos amigos maravilhosos. Isso já mostra que eu sozinha não me basto, então, não tenho mais medo algum de admitir que um homem ao meu lado, embora não faça parte de um ideal de vida, não porque sou só mas sim porque não estou só, seria bastante bem vindo ...



Escrito por Gicele, a Gi às 22h14
[] [envie esta mensagem
] []





Cuidando do Jardim

 

“O segredo é não correr atrás das borboletas ... é cuidar do jardim para que elas venham até você”.

 

Bonito não? Mário Quintana. A primeira impressão que dá é aquele chavão: para você ser feliz com outra pessoal é preciso não precisar dela ou... aquele alguém que você ama, ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente não é o “alguém” da sua vida.

 

Todos sabemos: é preciso gostar de você mesmo, cuidar de você e, principalmente gostar de quem também gosta de você.

 

Daí fico pensando... se todos agirmos assim será que não nos tornaremos todos egoístas, centrados em si mesmos. Cuidando de nós mesmos sem nos preocupar com o outro. Até que ponto não é preciso também olhar para os lados, para quem está ao seu lado. Não estou querendo dizer que devemos viver em função dessa busca do outro.  É preciso sim cuidar do “jardim” interior mas o que seriam de algumas espécies se não fosse a simbiose, o cuidado alheio. A própria natureza é assim, um encadeamento, muitas vezes interdependência.

 

O único chavão que eu desejo que seja verdade, seja através de uma “estratégia” mais egoísta ou de interdependência, é que ao final eu encontre não quem eu estava procurando mas sim quem estava procurando por mim.

 

Será que deu no mesmo? Como é difícil ser jardineiro ...



Escrito por Gicele, a Gi às 20h39
[] [envie esta mensagem
] []





Paquera: bar, balada, internet ...

Ansiosa para combater a minha solidão de solteira (há mais de 1 ano !!!)  depois de ter tentado inúmeras opções de preencher esse vazio que fica depois que a gente se separa (acho que dá para entender o vazio que menciono ...) como  freqüentar baladas, bares para paquera, curso de degustação de  vinho (detalhe: dos 26 integrantes 20 eram mulheres e eu procuro homens !!!!),  passado pelo  mico de ser apresentada aos amigos solteiros de amigos casados (fria!!!) ter feito cursos na Casa do Saber e encontrado mulheres, mulheres e mulheres (procuro homens!!!)  fui tentar encontrar uma solução no único lugar que eu jamais imaginei que procuraria:  a internet.

Pois é... uma lama só!  Difícil de garimpar. E é uma surpresa só.  Como tenho forte tendência para a fantasia, as linhas escritas, a voz (pois é, trocamos telefones depois de umas tecladas) ganham forma. Lindas formas. O cara é lindo. Lindo não, atraente ... Imagino um tórax largo, um olhar enebriante... mas no cara a cara  o cara é tímido, mal olha nos seus olhos ou possui um semi-tórax, ou não possui a menor habilidade para a conquista ... Sem falar que na fantasia uma frase bem dita é capaz de transformar o cara num dos homens mais inteligentes que você já viu (ponto muito importante para a minha estimulação, se é que me entendem ...). O fato é que acho que a Internet não é minha praia para paquera. 

Fiz alguns amigos. Conheci alguns homens casados. Acho que eles são maioria ... Tem um que até desistiu de trair a mulher. Tive que usar todo meu poder de persuasão mas acho que ele vai conseguir. Estou torcendo.

O fato é que agora acho que vou deixar para lá. Dar chance ao acaso talvez seja a melhor atitude. É difícil para mim pois gosto de ter o controle da situação e acaso é acaso, ninguém controla. Por outro lado, talvez para uma pessoa como eu que nunca teve lá muita competência para paquerar, que tem muito medo de rejeição o acaso possa ser a solução.

Que venha o acaso!



Escrito por Gicele, a Gi às 23h13
[] [envie esta mensagem
] []





Feliz Natal!

Natal é um momento cheio de significado para as nossas vidas, independentemente de quais sejam esses significados. Mas com certeza é um momento de repensar ou resgatar valores, de ponderar ou avançar sobre a vida e tudo que nos cerca.

Eu sinto como permitindo  nascer uma criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro ddo meu coração. Com sonhos, fantasias e desejos.

Que este momento seja mágico e capaz de potencializar transformações.

Um Feliz Natal a todos,

Gi Brandão

 

 



Escrito por Gicele, a Gi às 10h17
[] [envie esta mensagem
] []





Vínculos Amorosos

 

Nossa, há quanto tempo estou fora do blog. Andei bem ocupada nosa últimos tempos mas com muita saudade dês escrever.

Há alguns meses li um livro muito bom chamado Vínculos Amorosos Contemporâneos. Ele me fez refletir sobre o presente e o futuro das relações afetivas. Depois que me separei percebi que muita gente está insatisfeita com seus relacionamentos. Quando menciono que desejo encontrar alguém e amar novamente não é difícil obter como resposta "menina aproveita para ficar sozinha ...". Não nego que ficar sozinha tem lá seus encantos mas o que será que acontece com a humanidade em relação ao afeto? Se estivesse assim "tão fora de moda" amar, os filmes, música, literatura não abordariam até hoje os relacionamentos afetivos como tema central.

Em Vínculos Amorosos Contemporâneos, a organizadora Purificacion Barcia Gomes reúne textos de diversos autores, todos eles ligados à medicina ou psicanálise, que discorrem sobre as mudanças da organização social e familiar que iniciaram nos anos 60 que trouxeram ganhos, mas também instabilidade às relações afetivas

Numa linguagem que, embora não deixe de ter uma conotação técnica, apresenta-se de forma bastante acessível a pessoas que não fazem parte da área ''psi''. A partir do termo inovador conceituado como conjugalidade, os textos fazem refletir sobre o estado atual das relações afetivas, contribuindo para que os leitores sintam-se mais aptos a se responsabilizar pelo protagonismo na construção de sua vida amorosa.

Uma citação: "... temos de admitir que cada um dos amantes é, por direito, fonte de prazer e de sofrimento para o outro e que mais facilmente nos vemos a nós mesmos (e ao outro) como fonte de prazer do que de sofrimento".

 

 



Escrito por Gicele, a Gi às 18h35
[] [envie esta mensagem
] []





TUDO!!! Só a mulher é capaz de fazer tudo!

 

Quando eu era casada vivia dizendo "eu tenho que fazer tudo, sou responsável por tudo, você é incapaz de perceber tudo o que precisa ser feito!!!". Meu ex marido odiava me escutar dizendo que eu dava conta de tudo e ele muito de leve me ajudava, mas a responsabilidade, essa sim era minha. Tudo bem que ele dava conta de uma parte, o problema é que ele não enxergava o que era aquele TUDO que eu falava. É, vida de mulher é isso aí.

É só parar para conversar com amigas ou clientes que são mães, profissionais e "gestoras" do lar que a reclamação é sempre a mesma: cansaço, sensação de não dar conta de TUDO o que precisa ser feito.

Esse TUDO está relacionado com afeto e talvez seja por isso que os homens não percebem e não se dão conta. É  muito subjetivo e ess TUDO subjetivo das questões relacionadas ao afeto enlouquecem e esgotam.

O problema não é organizar as compras de alimentos da minha filha. O duro é se preocupar se ela está comendo corretamente, a quantidade ideal de vitaminas, se a dieta está equilibrada, se não estou cedendo com as guloseimas ...

E a escola! Não é só escolher a escola; é preciso acompanhar a atividade pedagógica, conversar com a professora, com a coordenadora. Saber como está o comportamento, o desenvolvimento ...

Eu quero que minha filha pratique esportes, tenha uma vida saudável. Mas até que ponto eu sou um exemplo disso. Não é através do exemplo, da observação que as crianças aprendem?

E a ambivalência da maternidade então que sabemos que começa desde a gestação. Quero muito estar ao lado da minha filha, ajudá-la a crescer e caminhar com suas proprias pernas e braços. Mas também quero minhas próprias pernas e braços, de preferência malhados (rs).

Talvez a exigência seja maior do que eu seja capaz de realizar. Fico estafada com essa exigência toda!

Não consigo ser uma mulher com TUDO em cima, mãe superpresente, profissional impecável, amiga das pessoas para todas as horas.

Vou parar por aqui pois é impossível explicar o TUDO da vida de uma mulher.

 

Beijo, Gi Brandão

 

 



Escrito por Gicele, a Gi às 20h17
[] [envie esta mensagem
] []





O que é ser filho único?

 

Acho que quem acompanha meu blog já percebeu que minha filha Vitória é filha única! Bom, ela é minha filha única, porque em breve ela receberá um irmãozinho o Arthur que é filho único do pai dela mas não meu. Quando menciono para as pessoas que a Vitória terá um irmãozinho, todos dizem “Ai, a Vitória terá um meio-irmão”.  Me irritei e respondi: “Não, ele vai nascer inteiro mesmo!”.

 

Pois é, na minha opinião não existe gente pela metade, não amamos pela metade! Somo inteiros, únicos e individuais.

 

Não é fácil para mim a situação de o irmão da minha filha não ser meu filho também mas fazer o que? São coisas que acontecem. A fila anda ...As relações familiares mudaram, faço parte dessa nova estrutura familiar e estou tentando me adaptar a ela,  mas chamar um ser humano de meio é muito estranho. "Arthur, você é irmão da Vitória, inteirinho viu?".

 

A expressão filho único também. Tempos atrás, filho único era aquele que não tinha irmãos. Acho que filho único nesses novos tempos são “pessoas únicas” na vida de alguém. Você pode ter n filhos, todos eles são seres únicos, singulares para cada pai e cada mãe; cada filho é único, com características únicas, maravilhosas, insuportáveis ... elas são pessoais e intransferíveis.

 

Minha filha foi muito desejada, esperada e sua vinda ao mundo foi árdua em vários sentidos: da concepção ao parto. Essa história é dela. Por isso, é um pouco mimada sim mas não acho que é porque é filha única. Ela sempre será única!

 

Acho que o desafio dos pais hoje é fazer com que seus filhos únicos com irmãos, sejam eles do mesmo par parental ou não, e seus filhos únicos sem irmãos não se sintam únicos no mundo, que não estão  nem aí com ninguém, um reizinho tirano, mimado, que não seja malcriado, que se importe e saiba respeitar os outros e o mundo.

 

Afinal, como disse o Ziraldo quando questionado sobre o que ele desejaria para seus filhos : “que meus filhos sejam amados”.

 

É isso aí, que saibamos educar nossos filhos únicos para que se tornem pessoas amadas.

 

Um beijo, Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 10h49
[] [envie esta mensagem
] []





O bom de ter filhos

Ter filhos significa entre tantas outras coisas, doação, desprendimento, dedicação. Parece complicado não? Não, não parece, é mesmo!!!!

 

Quando são pequenos significa que durante muito tempo você não acordará depois das sete da manhã. Quando adolescentes você não vai dormir antes das sete da manhã ... Enfim criar filhos é super complicado, educar, mais complicado ainda ...

 

No entanto, o desejo de ter filhos é um evento que acontece com a maior parte das pessoas, principalmente das mulheres, independentemente de classe social, época ou religião.

 

Quando fiz trinta anos coloquei na cabeça que precisava ter um filho. Era meu único objetivo. Os demais objetivos estavam em função do objetivo de ter um filho.  Não sei dizer se era porque a natureza estava me dizendo que estava começando a entrar numa idade crítica ou se achava que o relacionamento precisava de um terceiro, ou se queria um descendente mesmo. Às vezes acho que é uma vontade egoísta onde projetei nesse filho,  um adulto capaz de caminhar por si só como resultado do meu próprio trabalho.

 

Independentemente dos motivos que me levaram a desejar ardentemente um filho, o que percebo hoje é que tanto o “trabalho”, a responsabilidade e a recompensa são muito maiores do que eu havia imaginado.

 

Minha gestação foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Idealizei muito o parto achando que dar à luz seria magnânimo. O momento do nascimento de um filho é realmente emocionante no entanto, acho que o exercício da maternidade, esse aprendizado diário é muito mais fonte de realização.  Meu amor por minha filha cresce cada vez mais à medida que aprendo a cuidar dela. Ser mãe exige um desprendimento enorme mas traz como recompensa a sensação prazerosa de ver muitas das nossas características, físicas e de personalidade, em outro ser.

 

Um dos maiores aprendizados que minha filha vem me proporcionando é que eu sou muito capaz de dar, cuidar e me responsabilizar por alguém. Com a maternidade estou aprendendo a perceber melhor o outro e aceitar as diferenças porque por mais que minha filha tenha muitas características em comum comigo, ela é um ser independente e diferente de mim.

 

Criar filhos exige uma capacidade enorme de adiar um pouco desejos pessoais pois eles precisam ser olhados, cuidados, precisam de atenção. Não dá para “deletar” o que nos incomoda num filho. É preciso aceitar, negociar, dialogar.

 

O principal aprendizado que estou tendo com minha filha é que estou tendo uma melhor compreensão das minhas características, desejos e atitudes e que o trabalho, custo e demandas infindáveis fazem parte. Mas é impossível negar que ter filho me ajudou muito a entender o significado da vida.

 

Um beijo

 

Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 22h36
[] [envie esta mensagem
] []





Orgulho e Preconceito: um romance inglês com ironia e sutileza

 

Dia desses estava conversando sobre filmes e livros com um grupo de amigas e eis que nos descobrimos "apaixonadas" pelo texto de "Orgulho e Preconceito" e também pewlo Mr. Darcy, um dos principais personagens.

 

Quem não assistiu ou leu Orgulho e Preconceito, recomendo. É um texto inglês da autora Jane Austen (a mesma  de Razão e Sensibilidade) que embora esteja ambientado na Inglaterra do século XVIII, trata de temas bastante atuais na nossa sociedade.

 

O texto trata o embate constante entre ver e ser visto, resolvendo com propriedade a relação existente entre o orgulho e o preconceito. Num dos trechos mais conclusivos: "A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós" é simplesmente impossível imaginar explicação tão sucinta porém com uma exatidão incrível. 

 

Falando um pouco sobre o romance, trata da trajetória de uma família, a um só tempo, comum e bastante peculiar. Comum porque na residência dos Bennet havia cinco moças que foram criadas com o único propósito de se casar. Peculiar porque essas cinco moças tinham outros atributos além da beleza, dentre os quais cabe destacar a inteligência e a argúcia para enxergar e compreender o caráter para além das palavras e do rígido código de cordialidade que os bons costumes estimavam na época. Cria-se um certo clima de expectativa quando a família Bennet, encabeçada pela matriarca, descobre que dois ricos e saudáveis rapazes (mr. Bingley e mr. Darcy) aparecem na região de Longburn, onde a família Bennet reside. Uma recepção logo é preparada e todas as irmãs, ávidas por um casamento (algumas mais do que outras, é verdade), comparecem. A intriga acontece justamente porque um dos rapazes, mr. Darcy, se mostra por demais orgulhoso para o gosto da família Bennet. E muito embora mr. Bingley caia nas graças dos Bennet, suas irmãs não apreciam tanto o seu interesse na bela Janet Bennet.

No romance, as personagens se impressionam com a aparência e com o gênio aparentemente indomável de determinadas personas naquele círculo social.
Mr. Darcy (fantástico!!!) é o maior exemplo, suas  atitudes fazem com que Elizabeth Bennet crie uma espécie de redoma sempre que precisa se dirigir a ele. Do mesmo modo, o próprio mr. Darcy começa a se sentir atraído pelo comportamento espirituoso e não menos contundente dessa Elizabeth. E o que era rejeição, pouco a pouco, passa a ser atração.

Parece um romance de opostos que se atraem mas vai muito além da aparência, dos clichês, sem preconceito.

Beijo, Gi Brandão

 

 




 



Escrito por Gicele, a Gi às 23h37
[] [envie esta mensagem
] []





Pai e Filha: relação pra lá de complicada

 

Desde que iniciei a terapia a temática relacionamento paterno tem se mostrado surpreendente. Através da melhor compreensão do papel que o meu pai representa na minha vida tenho conseguido resolver grandes questões.

Mesmo que o pai se mostre como supridor, cuidador, que nos alimente, troque nossas fraldas, cante para dormirmos definitivamente pai não substitui mãe. Desde pequenininhas, quando  começamos a perceber que no mundo há mais que nós e a mamãe, ele é o “outro”. Por ser a primeira figura masculina na nossa vida o pai representa aspectos distintos que a filha deseja.

Tenho observado alguns amigos pais com suas pequenas filhas e percebo que eles incentivam mais a descoberta e a tolerância à frustração. Possuem uma maior tendência a disciplinar sem culpa. Meu pai também foi assim. Não hesitava em me dar broncas, em falar de forma severa comigo.

Tenho 35 anos e quando era criança minha mãe sempre foi a responsável pelos meus cuidados. Mas, de alguma forma meu pai conseguiu passar que era responsável por mim também, emocionalmente ele era engajado não sendo raros os momentos em que me chamava de princesa do papai. Ele não me levava ao pediatra, nem freqüentava as reuniões da escola (somente as apresentações onde eu estava sempre linda e recebia elogios dele). Era o responsável por prover bens materiais mas também era fisicamente acessível e mesmo após um dia intenso de trabalho, eu fingia que estava dormindo no sofá só para ele me levar no colo para minha caminha. Eu fingia e ele fingia também, era nosso segredinho.

Mesmo eu sendo a princesinha da casa, meu pai não fazia concessões por eu ser mulher. Muito pelo contrário: ele sempre cobrou boas notas na escola, alimentação saudável, disciplina. Na verdade ele não cobrava, era uma imposição velada. Eu sabia que ele esperava isso de mim e eu correspondia. E ele é assim até hoje, mesmo sabendo que muitas vezes ele pensa que eu tenho uma vida com muitas responsabilidades, ele age sempre me apoiando, mas cobrando também. O único problema dessa relação é que mesmo aos 35 anos ainda sinto necessidade de corresponder às suas expectativas. Até hoje busco o sorriso de aprovação do meu pai. Acho que até hoje não me livrei da necessidade de ser a “preferida” do papai ... ainda não cresci.

Me considero uma mulher corajosa, esse poder que eu acredito possuir vem da minha identificação com meu pai.

Acho que as meninas desejam um laço forte com seu pai para que possam se identificar com as qualidades masculinas. Talvez esteja aí um pouco da explicação a respeito do meu descasamento. Casei com um homem que embora tivesse muitos valores parecidos com os meus, era o oposto do meu temperamento e do meu pai por conseqüência. Caí no conto de quem busca alguém para completar e não para complementar. Talvez seja isso o tal de “ficar bem sozinha” que meu terapeuta tanto fala.



Escrito por Gicele, a Gi às 00h48
[] [envie esta mensagem
] []





A autoridade como forma de cuidar da infância

Estou sumida há alguns dias. Mas foi por uma boa causa. Dia desses conto para vocês.

Hoje comemoramos o Dia das Crianças. Todos sabemos que esta é uma das fases mais importantes da vida do ser humano. Ao invés de discorrer sobre o absurdo que é o trabalho infantil, os maus tratos a crianças, entre outros temas que frequentemente são levantados nessas datas comemorativas, gostaria de registrar aqui minha opinião sobre o que os pais poderiam estar fazendo para cuidar da infância de seus filhos.

Na infância são formadas a personalidade e o caráter. A autoridade dos pais é fundamental nessa construção. Acho que as pessoas confundem autoridade com autoritarismo tratando-as como sinônimos. Ter autoridade é desempenhar o papel de educador, principal papel dos pais. Educação vem dos pais, não vem da escola. É através da autoridade que conseguimos impor limites que serão os responsáveis pela convivência em sociedade. Ao contrário do que imaginamos, se as crianças forem criadas sem limites, tornar-se-ão, muito provavelmente adultos frustrados e infelizes.  O autoritarismo é um poder exacerbado e não é muito saudável.

Outro dia, numa loja de roupas infantis, uma mãe permitiu que sua filha de 6 anos saísse da loja vestindo um pijama de manga comprida a altos 26 graus! Um absurdo, primeiro porque pijama é para dormir, segundo estava calor!!! A menina dizia que gostou das borboletas do pijama, a mãe dizia que se não permitisse seria um escândalo e ela choraria muito. Exemplo típico de falta de autoridade e inversão de papéis. Quem deveria mandar fica acuado com a autoridade do pequeno ser meliante...

Nossa sociedade contemporânea está passando por uma crise de autoridade em diversas esferas. Governo, família, escola, etc.

Se os pais compreenderem que cuidar bem de seus filhos vai além de ser zeloso e atento, mas que é muito importante também impor limites,  e que impor limites é também demonstração de amor, talvez seja possível cuidar melhor da infância e provocar transformações positivas na nossa sociedade.

Não é um caminho simples. Tenho uma pequena de 2 anos e 3 meses que pede limites o tempo todo e em muitos momentos não me sinto apta a dar. Acho que às vezes tenho uma resistência interna, seja porque rejeito em alguns momentos essa posição de autoridade, seja porque não consigo mantê-la. São meus próprios medos que muitas vezes me impede se exercer melhor a minha autoridade de mãe. Tenho exercitado bastante e estou colhendo alguns bons frutos. Sei que tenho uma jornada muito grande pela frente mas cada vez que consigo exercer esse papel de autoridade é como se eliminasse um medo interno e eu me sinto mais forte para conseguir desempenhar esse papel.

Um beijo, Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 23h29
[] [envie esta mensagem
] []





Relacionamento Amoroso: desafio dos próximos anos

 

As mulheres são as rainhas da fantasia. Tenho amigas que mais parecem uma rocha, são objetivas, pragmáticas, resolutivas, realistas mas ... na hora em que o assunto são os relacionamentos amorosos, a fantasia e os sonhos rolam solto. Agumas coisas mudam com o tempo, outras parecem nunca mudar. Pois é, será que existe uma projeção, uma fantasia em relação ao que as mulheres consideram o homem ideal? É óbvio que sim, a maior parte das mulheres buscam esse "cara". 

As fantasias são as mais variadas possíveis, mas o que vejo na vida real da maior parte das mulheres é uma realidade bem distante do sonho. O conceito dos homens anda em baixa. Será que as mulheres estão mais exigentes? Talvez sim. Ou será que são os homens  que estão muito aquém das expectativas? Talvez sim, também.

Está lançado o desafio dos próximos sei lá eu quantos anos:  relacionamento entre homens e mulheres. Qual será o "modelo" de relacionamento homem mulher que vai sobreviver?  Homens e mulheres hoje são provedores, ambos cuidam da casa e ambos estão no público e no privado. Só que muitas vezes esquecemos de sermos simplesmente homens e mulheres.

São raros os casais que encontram uma "jeitão" bacana de viver a relação. Que aprenderam a viver harmonicamente nesse novo cenário. A maior parte vive nos altos e baixos (alguns mais para o baixo, infelizmente), tentando achar o ponto de equilíbrio. Não creio que seja impossível, mas exige de ambos os lados uma boa dose de paciência, persistência e muito amor!

Enfim, está lançado nosso novo desafio para os próximos anos. Boa sorte a todas!

Beijo, Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 21h55
[] [envie esta mensagem
] []





Canção das Mulheres

Li um poema da LYa Luft que retrata muito bem o que a maior parte das mulheres que conheço desejam em relação à atitude do  homem que esteja a seu lado.

Canção das Mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Tão fácil lidar com as mulheres. Não entendo porque os homens complicam tanto ...

beijo, Gi Brandão



Escrito por Gicele, a Gi às 22h40
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]